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Nikkei busca participação no mundial de paraclimbing na França

Raphael Nishimura fala sobre esporte, dificuldades e acessibilidade no Brasil


por Henrique Minatogawa
26.06.2012

Raphael Nishimura, 31, é portador de distonia muscular desde os 8 anos; trata-se de uma condição que provoca contrações musculares involuntárias.

Atualmente, trabalha como arquiteto de soluções de TI na IBM, onde está há oito anos. “Comecei como estagiário e fui subindo aos poucos. Passa rápido”, contou.

Desde 2007, Raphael pratica escalada esportiva. No ano passado, ele lançou o projeto ParaClimbing Brasil, cujo objetivo é divulgar a escalada esportiva para pessoas com deficiência física.

Em setembro, acontece o Campeonato Mundial de Escalada na França. Por isso, Raphael está enfrentando uma grande dificuldade: a inscrição de atletas brasileiros está bloqueada devido à inadimplência de duas anuidades, devidas pela Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME) à Federação Internacional de Escalada Esportiva (IFSC).

“A minha inscrição no paraclimbing acaba no dia 15 de julho. Então o tempo está bem curto. Está bem desesperador”, disse Raphael.

Leia, a seguir, a entrevista completa de Raphael Nishimura a Made in Japan, em que ele fala sobre esporte, o projeto ParaClimbing Brasil e a acessibilidade no país que organiza a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos 2016.

Raphael NishimuraRaphael NishimuraEntrevista: Raphael Nishimura

Há quanto tempo você treina escalada?
Raphael Nishimura: Comecei a escalar em 2007. Um amigo me explicou que a escalada era um esporte que me faria bem, que mexe com a parte física e psicológica, estica bastante o corpo. Aí eu vim aqui na academia a convite dele e nunca mais parei. Faz um bem danado. A escalada é algo que você ama ou odeia. Não tem meio termo.

Ajudou a melhorar a parte física e emocional?
Raphael: Melhorou muito. Precisa usar muito a parte do braço, as pernas, as costas, o ombro. Trabalha o corpo inteiro, e trabalha a cabeça também, para desestressar, sair um pouco da área de trabalho.

Fale sobre o projeto ParaClimbing Brasil.
Raphael: O projeto começou no ano passado, quando aconteceu o primeiro campeonato mundial de paraescalada. Um amigo assistiu aos vídeos e falou para mim: “acho que você consegue competir. Você consegue ir lá e competir de igual para igual com eles”.

No Brasil, não conhecemos ninguém que tem deficiência e escale. No começo, eu fiquei meio assim, porque minha ideia de escalar nunca foi para participar de campeonato, era mais como um hobby. Daí ele disse: “não, mas a gente pode promover a escalada, desenvolver o esporte no Brasil e aliar a parte social”. Essa ideia eu achei legal: promover o esporte e tentar encontrar mais gente com deficiência para escalar.

Hoje tem o [Maurício] Bellani aqui, que me ajuda com o projeto. Nós estamos levando aos poucos, mais com coração que com razão. Tem muita coisa que precisamos decidir na hora, às vezes não sabemos exatamente como proceder. Mas o projeto já está dando resultados, está bem bacana.

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