Brasileiros falam sobre o terremoto no Japão
Aproximadamente 250 mil brasileiros vivem hoje no arquipélago
11.03.2011

Pessoas acompanham notícias em loja de departamentos
Atualmente, aproximadamente 250 mil brasileiros vivem no Japão. A maior parte vive em regiões do centro-sul do arquipélago, mas muitos sofreram os efeitos do forte terremoto que aconteceu hoje. Confira o depoimento de dois deles a seguir.
“Era cerca de 15:00, estava trabalhando numa fábrica na cidade de Handa, província de Aichi. De repente comecei a sentir uma tontura, mas continuei meu trabalho. Mas aí meu colega parou e falou: terremoto. O mais longo que já presenciei em mais de cinco anos no arquipélago. Mesmo tão longe do epicentro, foram cerca de 15 minutos de tremores e tensão. Em seguida continuamos o serviço.
Quando terminou o trabalho, ainda do carro chequei o Facebook pelo celular. Havia mensagens de amigos perguntando se estava tudo bem comigo. Eu nem sabia onde havia sido o epicentro.
Pesquisei na internet e li aqueles dois ideogramas: Sendai. O local de onde são meus avós. Dirigi rapidamente até meu apartamento. Pesquisei por imagens do tsunami em Sendai e vi aquelas cenas devastadoras. O número de mortos aumentando. E o pior, o local parece muito com a casa dos meus familiares. Tomara que esteja enganado, que eles morem em local bem afastado do litoral. Agora vou entrar em contato com minha família no Brasil e saber exatamente o endereço dos familiares em Sendai. Eu, que planejava aprender japonês perfeito para um dia encontrá-los. estou preocupado. Estranho que hoje eu dirigia ao trabalho e a placa do carro da frente era de Sendai.”
Yukio Spinosa Otsuki, 32 anos, jornalista. Atualmente, trabalha em fábrica após deixar o cargo de editor de um site da comunidade brasileira no Japão.
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“Fiquei desesperada, pois estava dentro do trem. Começou a fazer um barulho, e logo que o trem parou, começou a tremer muito forte. Logo teve o aviso de que não era para sair do trem e esperar. Depois que acalmou, como ainda havia o risco de outro tremor, veio o anúncio de que tínhamos que sair da estação. Não conseguia usar o celular. Como o trem não está funcionando, muitos não conseguiram voltar para casa, inclusive eu.”
Hana Yamanaka, de Tóquio, estudante universitária
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