Os filhos do Tamagotchi
O Tamagotchi revolucionou a indústria dos brinquedos e, em poucos meses, virou febre mundial. Dois anos depois do lançamento, a mania continua no Japão, onde já foram lançadas de variações do bichinho virtual
03.09.2010
Esta reportagem faz parte das celebrações de aniversário de 13 anos da Made in Japan. A matéria foi publicada originalmente em nossa revista comemorativa de um ano (N° 12, de setembro de 1998). Os bichinhos virtuais tamagotchis, nascidos no Japão, eram febre mundial naquela época - e sonho de consumo de qualquer criança brasileira.

Detalhe do Yasashii Tamagotchi, criado para socorrer os mais idosos que tinham dificuldades para enxergar o visor
Um bichinho que pudesse ser criado numa máquina do tamanho da palma da mão. O conceito original do Tamagotchi não só deu certo como originou um novo filão no mercado. Hoje, são várias as empresas que disputam espaço com o brinquedo interativo criado pela Bandai. A fabricante criadora do Tamagotchi, por exemplo, não perdeu tempo e aumentou a família rapidinho com mais dois integrantes: o Devilgotchi (o Tamagotchi malvado) e o revolucionário Yasashii Tamagotchi, que chegam às lojas japonesas neste mês. Esse último tem quase o dobro do tamanho em comparação com as dimensões dos outros Tamagotchis. O público alvo são os vovôs e vovós que sentiam dificuldades de administrar seus minúsculos netinhos virtuais por não conseguirem enxergar o visor dos ovinhos.
No embalo desse tipo de inovação, as empresas concorrentes começaram a apostar em personagens famosos para incrementar seus próprios games portáteis. Foi assim que despontaram nas lojas o pinguim Pingu, o sapo KeroKero Keroppi, o Elmo da Vila Sésamo e a gatinha Hello Kitty, que já caíram nas graças do consumidor.
Formas alternativas de interatividade com os bichinhos virtuais também integram a lista de novidades. Além das lutas e trocas de informações entre os games (que já podem ser conectados uns aos outros), hoje eles conversam de outras maneiras com seus donos. O Web UFO, da Bandai, absorve as ondas eletromagnéticas dos telefones celulares, PHS e pagers dos usuários. E, dependendo do número de de chamadas recebidas, o alien que habita o game sofre mutações imprevisíveis. Já a atriz virtual Tamaotchi, também da Bandai, pode ser convocada a aparecer no visor por estímulos sonoros de voz aliados a algumas chacoalhadas. Sentimental, a estrela fica permanentemente de costas para o usuário, mas, assim que ouve o seu nome, ela vira de frente para o visor e passa a obedecer os comandos de seu dono. O recém-lançado Pocket Hello Kitty, da Nintendo, faz amigos diferentes, conforme o grau de evolução no jogo. Logo, o círculo de amizades varia de aparelho para aparelho. O que costuma levar as meninas à loucura, já que cada uma tem uma seleção de amigos virtuais diferentes. Quem quer emagrecer conta com opções de pedômetros - que controlam não só as distâncias percorridas pelo usuário como a quantidade de comida ingerida. Basta digitar o que foi comido e, ao primeiro sinal de excesso, toma-se uma bronca do aparelhinho dedo-duro.
Apesar da disputa pelo lançamento do produto maismais interessante, apenas a empresa-mãe da ideia pode utilizar a terminação em “tch” no nome. A Bandai recebeu até um curioso prêmio pela criação da palavra da moda no Japão em dezembro de 1997, quando os jovens passaram a adicionar as letrinhas dos nomes dos amigos: quem se se chama Takao, por exemplo, começou a ser chamado Takatch. Assim como o gato-robô Doraemon, herói dos quadrinhos japoneses, virou Doraemontch assim que se transformou em mais uma cria virtual. Curiosamente, a empresa usa dois nomes diferentes para o bichinho. No mundo todo chama-se Tamagotchi (com i no final). Apenas no Japão a letra i some. A terminação pouco importa: 40 milhões de unidades já foram vendidas até agora em todo o mundo.
A Nintendo foi a responsável pelo segundo bichinho virtual de maior sucesso no Japão entre as crianças. Lançado em março deste ano, o Pocket Pikachu se transformou em febre imediata, com 4 milhões de unidades esgotadas no mercado. A Sega resolveu apostar em personagens vinculados a eventos maiores. Lançou o mascote da Copa do Mundo, o Virtual Footix, junto com o game World cup 98 France - Road to Win. O jogo serviu para a empresa dimensionar o mercado dos pets virtuais. Tanto que, na sequência, foi lançado um mini PDA inspirado no monstro Godzilla. A Sony, que domina o mercado de games domésticos com o PlayStation, ainda não tem nenhum produto como o Tamagotchi no mercado. Mas não tira o olho dessa disputa. Quando divulgou o protótipo de um mini PDA para gravar jogos de PlayStation, uma das características destacadas foi o fato de ele também ser usado como um Tamagotchi. Logo, ao que tudo indica, a família deve aumentar ainda mais.
Cobertura completa: 13 anos de Made in Japan
Cinema e TV
Novo filme de Hirokazu Koreeda estreia no Brasil
Cinema e TV
Fundação Japão organiza exibição de filmes japoneses
Notícias
3º Yosakoi Soran Street Fest acontece no domingo na Liberdade
Esporte
Kobayashi termina GP da Espanha em quinto
Personalidades
Talita Nozomi fala sobre trabalho, joias, viagens e livros
Copyright Editora JBC. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Editora JBC.Editora JBC | Mangás JBC | Livros JBC | Henshin! | WCS - Brasil | Restaurantes Japoneses | Gambare!

17.05.12 23:22
18.05.12 11:22






