Jogadores de go falam sobre o jogo
Por diversão ou competição, o tradicional jogo oriental atrai jovens e adultos brasileiros
27.11.2009

Jogo de estratégia foi criado na China e é muito popular no Japão
Um jogo que consiste em cercar territórios, capturar pedras inimigas, formar estratégias para inibir a jogada do adversário, refletir sobre suas jogadas. Isso tudo com apenas pedras de mesma cor, tamanho e peso.
Assim é o go, um jogo milenar que surgiu na China, e é tão popular no Japão e na Coreia quanto o xadrez é no ocidente.
No Brasil, muitos descendentes de japoneses aprenderam a jogar go em casa, como é o caso de Ronaldo Matayoshi. O estudante começou a jogar go com o pai e os irmãos. De uma brincadeira a coisa levada a sério, o go permitiu que Ronaldo conquistasse uma passagem de avião e uma viagem para representar o Brasil no World Mind Sport Games, em 2008, na China.
A competição aconteceu paralelamente aos tradicionais Jogos Olímpicos e reuniu jogos como xadrez, damas, xadrez chinês, brigde e go. “No gô, é preciso pensar como colocar as peças subsequentes para que aquelas pedras que você já colocou trabalhem da melhor forma possível para fazer com que o jogo do outro não trabalhe. Por isso eu acho o gô um jogo bonito”, diz Ronaldo.
Outro jogador que gosta de encarar o go como esporte é Bruno Borchartt, 22 anos. Ele já representou o Brasil em três campeonatos mundiais, o Campeonatos Mundial Universitário do Japão (2007), Mundial da Coreia do Sul (2007) e do Japão (2008). Há seis anos, Bruno não imaginava que conseguiria ir para o outro lado do mundo jogando go. Aliás, o estudante nem achava que go era um jogo tão interessante. “Quando eu comecei até tive um pouco de preconceito, porque parecia ser um jogo chato. Enquanto no xadrez você tem um rei, uma rainha, que impõem respeito no jogo, no go eu só tinha pedras brancas ou pretas. Mas depois que aprendi achei o máximo!”, conta Bruno.
Enquanto alguns jogam para competir, outros jogam pelo simples ato de diversão, como faz Miguel Flusser, de 65 anos. Enquanto para Bruno as peças de go eram pouco atraentes, à primeira vista, para Miguel foi a simplicidade que lhe chamou a atenção. “A primeira vez que vi go foi em uma viagem pela Alemanha. Vi duas pessoas jogando e fiquei fascinado só pelo material, aquelas pedrinhas e aquele tabuleiro simples. Pensei: “Aí tem coisa”, relembra. Quando voltou para o Brasil, Miguel estava disposto a aprender a jogar, mas nas associações nipônicas que frequentava os jogadores só falavam japonês. “Tive de aprender olhando. Demorou um ano”, conta rindo. Ele aprendeu a jogar go na década de 1970.
Se naquela época houvesse internet, Miguel teria aprendido go em uma tarde. Hoje é comum sites ensinarem o jogo com animações e até mesmo partidas online entre pessoas do mundo todo.
Independente de jogar go em competições ou em partidas por diversão, Bruno ressalta que o jogo guarda uma filosofia. “Uma das coisas mais interessantes do go é que não dá para você ficar forte sem ter uma filosofia. O go te ensina a ser justo, não ser ganancioso e a se concentrar na sua maneira de pensar”, diz.
Adultos e jovens, descendentes de japoneses ou não, se reúnem diariamente na filial da Associação Japonesa de Go, a Nihon Ki-in da América do Sul, em São Paulo. Inaugurada há 20 anos, o espaço proporciona aulas gratuitas de go com professores experts no assunto, como é o caso de Yoshito Yoshitake que joga go por prazer. “O go estimula a concentração, o raciocínio lógico e previne a demência nos idosos”, diz o professor.
Go cosplay
Cultura pop japonesa em sintonia com um jogo tão tradicional? A mistura resultou em cosplay. O estudante Maurício Somenzari começou a jogar go depois de ler o mangá Hikaru no Go, título que a editora JBC irá lançar em português, em janeiro de 2010. “Eu estava aprendendo a ler japonês, quando procurei Hikaru no Go para aumentar meu vocabulário. Acabei curtindo o jogo e fui aprender”, diz Maurício.
Depois disso, a paixão ficou tão grande que Maurício resolveu ser Hikaru. Foi aí que ele fez um cosplay de Hikaru no Go para ir a uma festa de cultura pop japonesa. “Fiz o cosplay em 2004 e naquela época as pessoas nem sabiam de quem eu estava fantasiado”, ri o estudante de moda sobre o fato de poucos conhecerem o mangá cinco anos atrás.
Com a tradução do mangá chegando ao Brasil, é possível não só que a prática do go aumente no País como também a frequência de pessoas fazendo cosplay em feiras de anime.
Agradecimentos: Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Saiba mais sobre go na edição 147 da Revista Made In Japan.
Nihon Ki-in da América do Sul
Onde: R. Dr. Fabrício Vampré, 116 - Vila Mariana
Informações: (11) 5571-2847
Veja também:
.: Kit para começar a jogar go
.: Como jogar go
.: Go: sabedoria no tabuleiro
-
Submarino
TV 42" LCD Full HD, USB e 2 Entradas HDMI 42LF20FR - LG
12X de R$ 208,25 Submarino
Notebook SIM Core 2 Duo 2.0GHz 4GB 320GB Webcam 1.3MP 14"
12X de R$ 133,25 Submarino
O Símbolo Perdido
R$ 31,90 Submarino
Playstation 3 Slim PS3 HD 120GB
De R$ 1.999,00 Por R$ 1.499,00 Submarino
Mochilete c/ Carrinho Vilage Hello Kitty Rosa
R$ 189,90
só no site
anteriores
pesquisa
Você Sabia?
Japonesa é encontrada vagando por ruas com R$ 1,4 milhão
Tecnologia
Toyota fará recall de 437 mil veículos por defeito em freios
Notícias
85% dos japoneses são a favor da pena de morte
Você Sabia?
Garota inglesa torna-se fenômeno da internet no Japão
Tradição
Princesa Masako melhorou da doença
Copyright Editora JBC. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Editora JBC.Editora JBC | Mangás JBC | Livros JBC | Henshin! | WCS - Brasil | Restaurantes Japoneses | Gambare!
10.02.10 03:26
10.02.10 14:26






Arigatô
Livro: Os Japoneses
Livro - Dicionário de nomes japoneses
Câmera Digital Sony
As Histórias Preferidas das Crianças Japonesas
Nana