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Lambretas no Japão têm estilo e potência

Conhecidas no Brasil como lambretas, as Scooters japonesas ficaram maiores e ganharam a preferência do público jovem

“Que papo careta, só estou tirando chinfra com a minha lambreta”, diz a música dos Paralamas do Sucesso. A rima não é por acaso. As antigas lambretas, como são conhecidas no Brasil, ficaram antiquadas e ultrapassadas. No Japão ocorreu um fenômeno parecido. Até meados da década de 80, as scooters, como são conhecidas no arquipélago, eram motivo de chacota por parte dos fãs de motocicleta por causa de sua baixa potência (com até 50 cilindradas).

Ao lado, cena comum de bairros freqüentados por jovens nas grandes cidades japonesas: Big Scooters estacionadas em fila. Abaixo, um uso “alternativo” dos espaçosos veículos: cochilo na sombra.
“Esta já é minha segunda Big Scooter. Elas são muito úteis no meu dia-a-dia, porque além de me livrar do trânsito de Tokyo, são práticas para carregar objetos em seu compartimento”.
Yasuyuki Inagaki, barman, possui uma Honda Fusion (modelo 2003)
“Eu uso principalmente para me locomover da casa para o trabalho. O fato de poder fazer compras sem me procupar muito com o espaço para carregar as coisas foi essencial para que optasse por uma Big Scooter”.
Yoshiko Nishizawa, enfermeira, possui uma Yamaha Majestic (modelo 1998)
A grande diferença é que nos últimos 20 anos, o mercado japonês apostou no ressurgimento das scooters, agora bem maiores e equipadas com motor a partir de 250 cilindradas e algumas chegando até a 700. Mas, além de potência, o charme e o conforto também têm aumentado a popularização desse tipo de veículo, principalmente entre os jovens.

Com a categoria de Big Scooters, os veículos têm um desenho largo, e os pilotos ficam muito mais à vontade, já que os pés ficam 100% livres na parte da frente. O passageiro se acomoda em um assento que fica um degrau acima, que praticamente não atrapalha o piloto. O compartimento interno também oferece amplo espaço para carregar compras e objetos.

A possibilidade de personalizar o veículo e a facilidade dos comandos – que funcionam com transmissão automática – também garantem cada vez mais adeptos. O foco inicial desses veículos era atingir os executivos entre 30 e 50 anos, que procuravam uma alternativa mais confortável que os trens lotados, e sobretudo algo que fosse mais rápido e econômico em relação a um automóvel, mas atraíram também o público mais jovem.

A Honda Fusion, lançada em 1986, foi que deu o pontapé inicial para o sucesso. Bem recebida pelos salaryman (funcionários de escritórios) japoneses, logo a classe criativa e artística – designers, estudantes de moda – adotaram esses veículos como seu meio de transporte. Daí para ser usada por personagens de filmes e novelas foi um pulo. “Achamos que o desenho futurístico chamou a atenção do público jovem”, diz Kaoru Ogura, que comanda o blog oficial da Yamaha Motors Japan, que acompanha as novidades do mercado de Big Scooters.

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