Pessoas comuns podem fazer coisas extraordinárias
JBC lança livro de Kazuo Inamori, fundador da Kyocera e monge budista
04.09.2009
.: Leia o capítulo “apresentação” do livro
O livro de Inamori é um guia para uma vida plenaO que você faria se, do alto de seus 80 anos, tivesse criado uma empresa de importância mundial, mudado a maneira de fazer negócios em seu país, tornado-se um monge budista e alcançado sucesso e felicidade? O japonês Kazuo Inamori, fundador da Kyocera, empresa referência em tecnologia, escreveu um livro para dividir com outras pessoas o que acredita ser o caminho para uma vida plena.
O título “Pessoas comuns podem fazer coisas extraordinárias” (”Ikikata”, no original em japonês) será lançado pela Editora JBC, dia 10 de outubro, na Bienal do Livro Rio 2009. Na obra, uma mistura de autobiografia e guia para a vida, Inamori fala sobre como, por meio de regras básicas, uma pessoa absolutamente comum é capaz de tomar decisões que levam ao sucesso.
“A filosofia de Inamori é baseada em princípios básicos, valores universais que você aprende com seus pais e avós. Ela mostra que o critério para tomar decisões - seja na área dos negócios, no trabalho ou na vida pessoal-, deve ser sempre baseado no que está certo para você como ser humano”, explica o empresário Katsuhide Itagaki, dono da empresa de equipamentos médicos Panamedical e presidente da organização Seiwajuku no Brasil.
A Seiwajuku reúne empresários que aplicam e difundem os ensinamentos de Inamori dentro de suas companhias e fora delas. A organização está presente em todas as províncias japonesas, nos Estados Unidos e no Brasil, totalizando 5.300 membros.
Entre os participantes da organização no Brasil estão Hideaki Ijima, fundador da rede de salões de beleza Soho, e Takano Minoru, proprietário da Agroinvest Kayatani. A Made in Japan entrevistou Itagaki, que falou sobre a filosofia concebida por Inamori.
Entrevista - Katsuhide Itagaki

Katsuhide Itagaki, proprietário da Panamedical e presidente da Seiwajuku no Brasil
Qual é a razão de existir da Seiwajuku no País?
Hoje, temos 70 membros. Metade deles são japoneses. O que nos une é a necessidade de compartilhar uma filosofia boa e consistente, para manter nossas empresas vivas no mercado e proteger as famílias de nossos funcionários. Um ponto importante do pensamento de Inamori é a ideia de que a sobrevivência de uma empresa está diretamente ligada à contribuição que ela pode dar à sociedade. Enquanto muitas companhias dão prioridade aos acionistas e dividendos, colocamos à frente a sociedade e nossos funcionários.
A filosofia é passada também aos funcionários das empresas ligadas à Seiwajuku?
Sim. Isso é importante, porque são eles que vivem a rotina das empresas. Na Panamedical, por exemplo, realizamos uma leitura do livro “Filosofia Inamori”, traduzido por membros da Seiwajuku, toda segunda-feira. No final, discutimos a forma de aplicação do que lemos na empresa. Há companhias que realizam leituras todos os dias. Os resultados são muito positivos, pois eles entendem a importância do trabalho que estão realizando.
Por que os pensamentos de Inamori são pouco difundidos entre não-nikkeis?
Acredito que devido à falta de material traduzido do japonês. A filosofia é, de fato, bastante simples. Pode ser aplicada em todos os aspectos da vida: trabalho, relacionamentos, administração de negócios. Acreditamos que este livro da Editora JBC ajudará bastante a difundir os pensamentos de Inamori no Brasil.
Leia o capítulo “apresentação” de “Pessoas comuns podem fazer coisas extraordinárias”:
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