Festival do paladar
O Festival do Japão é uma oportunidade de experimentar as especialidades de cada província
21.07.2009

Cada associação de província japonesa apresentou ao menos um prato típico da região
Uma das comidas que mais saíram das barracas foi o tempuráMal os portões do Centro de Exposições Imigrantes se abrem, centenas de visitantes - descendentes de japoneses ou não - passam pelas catracas para participar do maior evento de cultura japonesa do Brasil, o Festival do Japão. Danças típicas, shows de música, exibições de taikô e de artes marciais atraem milhares de pessoas mas, sem dúvida, uma das maiores atrações do festival é a comida japonesa.
Tão rica quanto as manifestações culturais das 47 províncias japonesas, a culinária do arquipélago é única e incrivelmente variada. Do kiritampo nabe de Akita ao okonomiyaki de Hiroshima, os visitantes do festival puderam degustar sabores de todos os cantos do Japão.
“Solicitamos que cada associação de província traga ao menos um prato típico da região. Dessa forma, um japonês que vive há 40 anos no Brasil pode experimentar o gosto original da terra natal. A diversidade de sabores do Japão é muito grande, e este evento é uma oportunidade de experimentá-la”, diz Kenji Kato, presidente do Festival do Japão.
Barracas como a da província de Nara, além de servir o yakisoba, um prato encontrado praticamente em todo o Japão - e também no Brasil -, ofereceu iguarias como kakinohazushi, um sushi enrolado em folha de caqui em lugar das folhas de nori.
O takoyaki, bolinho de polvo, foi uma das pedidas na barraquinha da província de Hyogo. A barraca de Gunma trouxe tempurá e makizushis, entre outros.
As temperaturas amenas do inverno paulistano estavam ideais para se degustar o houtou, prato típico da província de Yamanashi conhecido como sopa dos samurais. Também não faltaram churrasquinhos, raspadinhas, morango com chocolate, salada de frutas e até sanduíche de pernil, prova de que a mistura entre Brasil e Japão é total quando se fala em comida.
Feira à japonesa
Sakae Hosaka, natural de província de Yamanashi, vendeu frutas no festival
Augusto Ito veio de Pilar do Sul (SP) para participar do eventoAlém das comidas típicas e outras nem tanto, o Festival do Japão abrigou uma feira livre, com direito a barracas de frutas, legumes e verduras, muitos deles com o nome dos produtos em português e japonês.
“Este de chama nigauri, mas também é conhecido como goyá. Fica bom refogado. Você abre, tira a semente e frita”, ensina o japonês Sakae Hosaka, natural de província de Yamanashi e que vive há mais de 40 anos no Brasil.
Nas bancas, konnyaku, gobo e shisô dividiam espaço com laranjas pera, champanhe e kiken (espécie de mexerica que não possui caroço) e atemoia. “É uma fruta parecida com a fruta-do-conde, bastante doce”, explica Augusto Ito, que veio de Pilar do Sul, cidade a 150 km de Sorocaba, para vender frutas no Festival do Japão.
Mochis, manjus e bentôs variados complementavam o espaço dedicado aos produtos alimentícios vindos de cidades como Cotia e Tomé Açu, entre outras.
Com tanta variedade de produtos, alimentos e comidas, quem saiu ganhando foram os visitantes que puderam provar as delícias da culinária japonesa e ainda levar os ingredientes para casa.
Cobertura completa: 12° Festival do Japão
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