Festival do Japão revela a mais bela nikkei do Brasil
Larissa Romani Mizuhira é eleita a Miss Nikkey Brasil 2009
19.07.2009

Apresentador e organizador Kenji Yamai e as misses Larissa Romani Mizuhira, Tsuani Effting Yamaguishi, Regina Nishitani e Vivian Ayumi Iwai Ridão
Larissa Romani Mizuhira, recebendo a coroa de Miss Nikkey Brasil 2009Elegância, beleza, desenvoltura e simpatia. Esses foram os critérios usados para escolher, dia 18 de julho, a mais bela nikkei do Brasil no Festival do Japão, em São Paulo. A noite teve um brilho especial de Larissa Romani Mizuhira, 19 anos, que mora em Piracicaba (SP). A nikkei de olhos cor de mel chorou quando foi anunciada Miss Nikkey Brasil 2009 pelo apresentador Kendi Yamai.
Larissa Romani Mizuhira, recebendo a coroa de Miss Nikkey Brasil 2009“Eu não esperava isso. Deu muito nervosismo antes, mas graças a Deus eu ganhei. E vou representar com o maior prazer a cultura japonesa”, disse Larissa que quer prestar vestibular para de artes cênicas e tem como hobby sambar.
A noite ainda teve como 1ª princesa a curitibana Tsuani Effting Yamaguishi. Regina Nishitani, de Cuiabá, recebeu o título de 2ª princesa. A Miss Simpatia foi Vivian Ayumi Iwai Ridão, de Londrina.
Na abertura do desfile, todas as candidatas utilizaram roupas feitas com materiais reciclados confeccionados pela estilista e artista-educadora Consuello Matroni. Eram vestidos e blusas de embalagens de shampoo, condicionador e óleo para carro, chapas de raio-X, cartões de créditos quebrados, saquinhos de supermercado, garrafas pets e tetra pack.
“Eu quero mostrar para as pessoas que é possível reduzir a quantidade de lixo reutilizando em roupas”, explica Consuello que cria peças com materiais reciclados desde 1990.
Este ano, o alto nível das candidatas surpreendeu os jurados. “É muito difícil julgar. Às vezes eu escolhia uma, aí olhava para o rostinho da outra e escolhia a outra”, brinca Karina Nakahara, eleita Miss Centenário em 2008.
Para ela, a beleza plástica em um concurso de miss é fundamental, mas não depende só disso para se destacar. “Tem que se portar bem, falar bem, desfilar bem. Por experiência própria, eu acho que miss tem que ter um pouco mais que uma modelo. Tem que ter vida e transmitir isso para as pessoas”, aconselha Karina.
Para Kendi Yamai, ator da Escolhinha muito louca da Band e apresentador do concurso, as belas candidatas que foram finalistas do Festival do Japão sintetizam a beleza nipo-brasileira. “A Larissa irá representar essa beleza diferente para todo o resto do Brasil através de eventos oficiais e não-oficiais da comunidade japonesa no País”, diz.
O corpo de jurados era formado por Rodrigo Leitão (Programa a Noite é uma Criança), Akeo Uehara Yogui (Kenren), Karina Nakahara (Miss Centenário), Kenji Kato (presidente do Festival do Japão), Jéssica Aoki (Miss Festival 2008), Regina Kawashima (Demi Agency Tokyo), Celso Ishiy (especialista em saquê), Roseli Mutai (vencedora do Concurso Miss Colônia do Brasil em 1988), Murilo Flores (Escolinha Muito Louca da Band), Maria Nagamine (Bancos Real e Santander), Jo Takahashi (Fundação Japão), Edi Carlos Rodrigues (Editora JBC), Victor Kobayashi (Instituto Paulo Kobayashi), Gerard Bartels (Jornal Nippo Brasil) e Rodrigo Maeikaru (Yamatocorp).
As vencedoras ganharam prêmios em dinheiro (R$3000 e R$500), cestas com presentes e brindes, joias, buquês de flores e eletroeletrônicos.
Na torcida pelas misses
Parentes de Tatiane trouxeram 25 pessoas do Pará para torcer
Torcida organizada de GiulianaSe no palco o que chamava a atenção era a beleza das meninas, na plateia era a animação das torcidas organizadas de algumas candidatas que entre apitos, gritos e hinos faziam muito barulho.
A família da candidata Tatiane Mami Kubota de Tomé Açú, interior do Pará, se organizou em 25 pessoas para torcer de perto pela nikkei. Para a mãe da menina, Célia Kubota, o nervosismo era maior que o da filha.
“Estou muito nervosa, mas acho que minha filha está representando bem a região norte, que este ano comemora os 80 anos da imigração japonesa no Brasil”, diz a mamãe-coruja, que, ao lado dos parentes e amigos, enfrentou cinco horas de balsa até chegar em Belém e 3 horas e meia de avião de Pará até São Paulo.
Mas não era preciso vir de muito longe para mostrar empolgação. A torcida da candidata Giuliana Sue Decaro Amano era a maior da plateia. Sua mãe, Rosely Amano, chamou 40 pessoas no total, entre amigos e parentes, para torcer pela filha.
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