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A arte do origami em tecido

Dobraduras feitas de tecido podem ser usadas em decoração ou mesmo no cotidiano, como carteiras e bolsas


por Camila Taira
16.07.2009
Lírios da artista plástica Kioko Morita são feitos com tecido e papel
Lírios da artista plástica Kioko Morita são feitos com tecido e papel

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A palavra origami muitas vezes nos remete à arte de dobrar papel. Mas uma técnica ainda pouco divulgada no Brasil chama a atenção pela delicadeza e utilidade: o origami feito em tecido.

O princípio é o mesmo que o do origami de papel: uma sequência de dobraduras. Mas a diferença está nas diversas utilidades que os origami em tecido proporcionam. As dobraduras, geralmente feitas em algodão, podem ser usadas para decorar um ambiente ou ainda formar joias, bolsas, carteiras, chaveiros e outros acessórios.

Quem vê as peças que a origamista Thaís Kato vende em duas grandes feiras de artesanato de São Paulo não imagina que tudo veio de um pano só.

O tecido mais recomendável para esse tipo de origami é o algodão. Para dar firmeza ao tecido e permitir que ele possa ser dobrado com mais facilidade, Thaís passa termolina nele, antes de começar as dobraduras. A partir disso, ela consegue criar carteiras, porta-cartões, porta-lenços, chaveiros, apoios de copos, porta-retratos e porta-moedas.

As peças campeãs de vendas são as carteiras. E se engana quem pensa que seus clientes são só mulheres. “Os homens gostam muito das carteiras porque elas são de um tamanho que cabe no bolso da calça, e por serem de tecido ficam mais finas que as carteiras de couro”, revela Thaís que há menos de um ano largou o jornalismo para trabalhar com a arte em dobraduras.

“Eu não me arrependo nem um pouco. Tanto em lucro como em satisfação com o trabalho”, diz sorridente.

Mesclando papel com tecido

Em Londrina, o trabalho de outra profissional chama a atenção pela delicadeza. A artista plástica Kioko Morita dispensa a termolina e dobra o tecido sobreposto a uma folha de papel.

Os resultados são porta-guardanapos com enfeites de flores, buquês de lírios e tulipas, chaveiros e sachês.

“Eu não faço um origami tradicional, que leva só tecido, eu misturo a técnica do origami com outros materiais, tipo papel, acrílico, bambu e madeira”, explica Kioko, que há quatro anos faz origami em tecido.

Há 3 anos, convidada pela assessora de Tomie Ohtake, Kioko criou o chaveiro de origami em tecido e origami de papel para expor em uma feira de artesanato e design, que aconteceria em São Paulo. “E até hoje o chaveiro é o carro-chefe. Ele agrada a todas as idades. Tem até senhoras de 70 anos que compram os chaveiros”, conta Kioko.

A natureza é a inspiração para ela criar as peças, como o lírio feito em tecido e papel, molde criado por ela.

Quem quiser conhecer mais do trabalho de Kioko pode visitar o site www.kiokomorita.com.br ou a loja do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

Já os trabalhos de Thaís Kato podem ser conferidos aos sábados na feira Qualquer Coisa da Praça Benedito Calixto ou aos domingos na feira de artesanato do Shopping Center 3, ambos em São Paulo. Ou visitar o site www.thaiskato.com.br.

No Festival do Japão, evento que acontece nos dias 17, 18 e 19 de julho, em São Paulo, Thaís ministrará um workshop de origami em papel e irá expor algumas peças em tecido. Confira agenda.

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