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Ilustrador japonês Ypê Nakashima recebe homenagem em São Paulo

Exposição, debates e pré-estreia de documentário fazem parte da programação dedicada a um pioneiro no cinema de animação no País

Cartaz da animação Piconzé (Brasil, 1972), que é considerado por muitos críticos a primeira animação com maturidade profissional no país
Cartaz da animação Piconzé (Brasil, 1972), que é considerado por muitos críticos a primeira animação com maturidade profissional no país

Ypê Nakashima, ilustrador japonês, se dedicou à animação quando chegou ao Brasil na década de 1960Ypê Nakashima, ilustrador japonês, se dedicou à animação quando chegou ao Brasil na década de 1960Há 35 anos morria no Brasil um dos precursores do cinema de animação no Brasil, Ypê Nakashima. O ilustrador japonês, nascido na província de Oita, deixava para a história da animação brasileira uma das primeiras animações coloridas Piconzé, que teve sua estreia em 1972.

Para fazer o filme, Nakashima estudou lendas do folclore brasileiro e levou 6 anos para concluir o longa-metragem.

Piconzé conta a história de um menino do nordeste brasileiro que, na tentativa de salvar sua namorada, capturada por um bandido, se depara com seres da cultura brasileira, como Saci e Caipora, e da cultura oriental, como dragões.

O filme conquistou 2 prêmios do Instituto Nacional do Cinema, em 1973, e o prêmio Governador do Estado, em 1975.

Documentário sobre a vida e carreira de Ypê Nakashima faz parte da programaçãoDocumentário sobre a vida e carreira de Ypê Nakashima faz parte da programaçãoNo ano de 2002, ele foi exibido e homenageado no Festival Internacional de Animação de Hiroshima, no Japão, e recebeu o prêmio Grande Mestre do Troféu HQMIX, em São Paulo, em 2008.

Em 2009, a Fundação Japão em São Paulo preparou uma programação inteiramente dedicada ao ilustrador japonês. De 2 a 10 de junho haverá exibição de Piconzé no Espaço Cultural Fundação Japão e pré-estreia do documentário Ypê Nakashima, do diretor Helio Ishii, seguida de debate com convidados como Marcos Magalhães, diretor do Anima Mundi, e Olga Futemma, diretora adjunta da Cinemateca Brasileira, além do próprio diretor Helio Ishii.

Para os cinéfilos que gostam de ver objetos utilizados nos sets de filmagens, haverá uma exposição com telas de pintura e uma mesa de trabalho com os utensílios usados nas animações de Nakashima.

Confira a agenda

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