Belo Horizonte ganha Memorial da Imigração Japonesa
Obra que custou 8 milhões de reais homenageia a amizade entre Minas Gerais e o Japão
15.05.2009

O memorial passa a fazer parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha
Último dia 12 de maio, a cidade de Belo Horizonte (MG) ganhou uma imponente obra de arquitetura: o Memorial da Imigração Japonesa, que homenageia a amizade entre o Estado de Minas Gerais e o Japão.
O projeto, que custou 8 milhões de reais, foi elaborado pelos arquitetos Gustavo Penna e Mariza Machado Coelho e foi inspirado no “envolvimento entre as raízes ocidental e oriental”.
Trata-se de uma ponte suspensa que atravessa um espelho d’água de 100 m de cumprimento por 20m de largura, que simboliza a distância oceânica entre o Japão e Minas Gerais.
Um pavilhão de arte no centro da ponte, concebido artisticamente por Paulo Pederneiras, simboliza o encontro de ideais de mineiros e japoneses.
O memorial foi construído no Parque Ecológico Promotor Francisco Lins do Rêgo, tornando-se mais uma obra do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, importante ponto turístico de Belo Horizonte.
Fotos: Divulgação
Nikkeis em Minas Gerais
Em 2008, o Estado de Minas Gerais abrigava uma população de 75.449 descendentes de japoneses, de acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A obra é uma iniciativa da Comissão Mineira para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, através da Associação Mineira de Cultura Nipo-Brasileira e do Cônsul-Geral Honorário do Japão em Belo Horizonte, e parceria com a prefeitura da cidade.
Curiosidades
- O memorial utiliza uma área de 5 mil metros quadrados e custou 8 milhões de reais, parte com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura- O espelho d’água tem capacidade para 1,5 milhão de litros; foram necessárias 1.200 viagens de caminhão para retirar 8.400 toneladas de terra do local
- Para a sustentação da ponte, pavilhão e e espelho d’água, foram necessárias 1440 toneladas de concreto e 36 toneladas de vergalhões de aço
- Não foram utilizados parafusos; toda a estrutura de aço do memorial foi soldada
- A água utilizada no lago vem dos córregos Ressaca e Sarandi
- As portas do Memorial foram cortadas, com a ajuda de maçaricos, só depois da instalação das peças
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