Renata Sayuri é fã do Japão
A atriz nikkei conta que é fã de Dragon Ball, adora ir em restaurantes japoneses e fala de sua rotina de trabalho
13.03.2009
A primeira vez que a atriz Renata Sayuri apareceu na Made in Japan foi há 8 anos, quando apresentava o programa infantil Band Kids, na Rede Bandeirantes.
Renata apresentava os desenhos sob a pele da heroína Kira, cujo figurino havia sido inspirado nos personagens de animê. Hoje ela vive a perfeccionista doutora Fernanda na novela Revelação, do SBT.
Numa entrevista para a revista Made In Japan, Renata falou sobre sua carreira, sua rotina de trabalho e como mantém a tradição japonesa em seu dia-a-dia. Você pode conferir outras perguntas na edição 138 da revista, que já está à venda.
ENTREVISTA
Renata Sayuri interpreta a médica Fernanda Duarte na novela ‘Revelação’, do SBT
Há 8 anos, Renata foi apresentadora do programa infantil Band Kids, na Rede Bandeirantes; ela era a heroína KiraMade In Japan - Como surgiu o interesse em trabalhar com televisão?
Renata Sayuri - Como para a maioria das pessoas, quando eu era pequena esse universo estava nos meus sonhos, mas na prática foi meio por acaso que entrei na TV. Precisava de um emprego e acabei conseguindo num programa.
MJ - Alguma vez você deixou de ser chamada para algum papel pelo fato de ser nikkei?
R.S. - Se fui não fiquei sabendo! (risos)… Na determinação do perfil para uma personagem (no caso naturalista), vários quesitos são observados, desde idade, extensão psicológica e até mesmo aspectos físicos, bom ou não, isso faz parte do trabalho.
MJ - Você acha que a televisão e o cinema ainda estão muito fechados para atores nikkeis?
R.S. - Eu já percebi que a participação dos descendentes de japoneses está crescendo. Não só em dramaturgia como no mercado publicitário. Só espero que o cinema na sua contemporaneidade também possa seguir essa tendência.
MJ - De que maneira você mantém a cultura japonesa na sua vida?
R.S. - Carrego-a comigo por herança, faz parte do que compõe minha maneira de ser, ver e estar no mundo. Compreendo e de alguma maneira cultivo essa particularidade conhecendo a história de meus antepassados e de uma maneira mais simbólica vivenciando algumas tradições. Nesse último revéillon, celebrei a virada do ano com comidas típicas para a data, bolinho de batata doce, polvo, soja em vagem e mais uma série de iguarias que simbolizam sorte, saúde e prosperidade.
MJ - Você ainda frequenta os restaurantes da Liberdade?
R.S. - Nesse quesito ainda sou tradicional, um ambiente mais rústico combina melhor com minha idéia de apreciar um bom momento da culinária japonesa.
MJ - O que você mais gosta da cultura pop-japonesa?
R.S. - Gosto do traço no mangá e, influenciada por Kira, de anime. Vejo quando posso o velho Dragon Ball de guerra, porque além da narrativa, me divirto relembrando o universo criado por Kira nos relacionamentos fictícios com as personagens da saga (a paixão platônica por Goku, de Dragon Ball, por exemplo).
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