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Erotismo japonês antigo conquista festivais de cinema

Os peculiares filmes eróticos japoneses estão ganhando um público internacional fiel


por Redação Made in Japan
03.01.2009
Cena de Os Pornógrafos, de Shohei Imamura
Cena de Os Pornógrafos, de Shohei Imamura

Fãs de filmes estrangeiros pelo mundo estão voltando a atenção para um gênero bem característico do Japão, o pinku eiga, segundo reportagem do jornal Japan Times.

O termo poderia ser traduzido como “filme cor-de-rosa”.

Cartaz de Blue Film Woman, de 1969Cartaz de Blue Film Woman, de 1969São filmes eróticos, sem sexo explícito, gravados em filme de 35 mm. Ou seja, a qualidade é de cinema, ao invés do formato em vídeo que predomina no segmento.

Além disso, devido às rígidas restrições japonesas da época (final dos anos 60), o gênero desenvolveu qualidades geralmente ausentes em produções de outros países, com mais ênfase na trama, interpretação dos atores e cenários.

Nos últimos anos, o gênero pinku eiga tem sido atração cult em festivais de cinema internacionais, com o Nippon Connection, em Frankfut, e o Raindance, em Londres, segundo a reportagem do Japan Times.

Neste ano, em setembro, dois clássicos japoneses também fizeram sucesso no Fantastic Film Fest, de Austin: “Buru Fuirumu no Onna” (”Mulher Filme Azul”), de 1969, e “Funshutsu Kigan” (”Prece para Brotar”), de 1971.

Já nos EUA, em 2009, a companhia americana Pink Eiga pretende lançar 50 títulos em DVD.

Em outras regiões da Ásia, também começam a surgir aficionados. Em novembro, foi realizado na Coréia do Sul um festival especializado em um subgênero pinku eiga, voltado para mulheres.

Cor-de-rosa
A associação da cor-de-rosa com filmes eróticos surgiu em 1963, quando foi sugerida uma “faixa cor-de-rosa” para premiar os melhores filmes do tipo, como alternativa à tradicional Faixa Azul para os melhores filmes japoneses.

No começo dos anos 70, esses filmes respondiam por metade da produção japonesa, contando com a infalível fórmula de uma cena de nudez a cada dez minutos.

Originalmente, eram feitos para serem exibidos no formato “sessão pacotão” nas “salas cor-de-rosa”: três filmes em uma tacada só.

No Japão, esse é um mercado ainda lucrativo.

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