De onde saem os estranhos cortes de cabelo japoneses
Diante da enorme diversidade de cortes e colorações dos cabelos dos japoneses, é impossível não se perguntar como são os salões de beleza no arquipélago. Confira
02.01.2009
E clientes eles têm de sobra. As mulheres, mais exigentes com o próprio cabelo, é o grupo que engorda as caixas registradoras e sai atrás dos salões mais luxuosos.
Um deles é a Colore, situado no bairro de Harajuku. Seus serviços foram tão diversificados que não dá nem para chamar o lugar de cabeleireiro. Todos os profissionais são especializados na pintura dos fios. Para a tintura, a cor é escolhida através de um moderno sistema computadorizado.

A editora Cláudia Emi testa o moderno sistema de computador que permite a escolha da coloração preferidaA pessoa veste uma capa, entra em uma cabine para ser fotografada e escolhe na tela de um computador a coloração que quer imitar.
Por exemplo, qualquer um pode copiar os cachos da top model brasileira Gisele Bündchen. Ou, então, pode-se seguir os conselhos de um especialista em tintura. Por esse mimo, paga-se 25 mil ienes (cerca de 450 reais).
A reportagem de Made in Japan testou o aparelho. Agora, se o bolso não permite esse nível de gasto, existem redes com preços mais em conta. O que mais chama a atenção nos salões mais populares é a inusitada função dada aos aspiradores de pó. Não importa se homem, mulher, idoso ou criança: a finalização do corte é feita aspirando-se a cabeça do coitado do cliente. A “técnica”, vista como bizarra pelos brasileiros, surgiu nos anos 90.
Cabeça limpa: nas redes mais populares, o aspirador de pó substitui a lavagem finalNessa época, a economia do Japão estava estagnada e a população cortou gastos supérfluos como a ida ao cabeleireiro. Ninguém sabe quem deu início à onda dos aspiradores, mas quando o primeiro usou o aparelho para reduzir despesas, outros fizeram o mesmo.
A pia para lavar o cabelo foi retirada, gerando economia de água e luz. “E quanto mais rápido é o atendimento, mais clientes temos”, comenta o dono da rede First Cut, Tomotoshi Sato, que abriu quatro pontos em quatro anos. Ele costuma receber cerca de 60 pessoas por dia em apenas um de seus salões.
Na Fisrt Cut, o sistema de “customização” é tal que a recepcionista foi trocada por uma máquina automática muito semelhante às usadas na rede bancária do Brasil, para retirar a senha de atendimento. A pessoa chega, agenda seu horário e só paga mil ienes (cerca de 18 reais) para sair com uma nova aparência.
O tempo médio de permanência é de apenas 20 minutos. E antes que um leitor solte um sorrizinho só de pensar em ter a cabeça aspirada, vale como consolo que o bocal do aspirador é esterilizado a cada uso. Que bom!
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