Feijoada no Japão
O cenário econômico dos anos 90 fez com que muitos brasileiros partissem para o Japão em busca de novas oportunidades
17.10.2008

João Toshiei Masuko, 57 anos, foi um dos primeiros brasileiros a tentar a sorte no Japão, em 1988, dois anos antes do início oficial do movimento dekassegui. A decisão de deixar o Brasil deu certo: após cinco anos, ele trocou a linha de produção pela gerência de um dos primeiros restaurantes brasileiros em Hamamatsu. Lá ele notou que, mesmo sem os ingredientes originais, as pessoas faziam fila para comer carne e feijão, ainda que do tipo japonês (kintokimame).
Um ano e oito meses após deixar o restaurante, Masuko decidiu montar seu próprio negócio. Começou com a venda de alguns produtos brasileiros em seu apartamento. A iniciativa prosperou e, no ano seguinte, ele abria a Servitu, loja que vendia de tudo, de bacon à feijão preto, de fubá à farinha de mandioca.
O número de estabelecimentos verde-amarelos acompanhava o aumento de brasileiros no Japão. E os clientes ficavam cada vez mais exigentes. “Os clientes passaram a exigir produtos fresquinhos”, afirma. Atento, João começou a preparar massa de pão em casa. Um ano depois abria a Servipan, pioneira na fabricação de pães do tipo caseiro e francês no Japão, que fornece vários tipos de produtos em 500 locais, não só para lojas brasileiras, mas para grandes redes, como o grupo Aeon.
O exemplo de Masuko e seu negócio representa a evolução da infra-estrutura voltada aos dekasseguis atualmente. Mas as facilidades encontradas hoje não existiam há 20 anos, no início do movimento migratório dos nikkeis brasileiros. Se os isseis que vieram ao Brasil não conseguiram retornar à terra natal, seus descendentes puderam fazer o caminho inverso.
O início
Em meados da década de 80, as publicações direcionadas à comunidade japonesa no Brasil estampavam vários anúncios convocando japoneses e descendentes a ir ao Japão, para trabalhar nas linhas de produção. Os salários atraentes e a escassez de oportunidades no Brasil estimulavam os primeiros dekasseguis a refazer o caminho dos pioneiros imigrantes japoneses.
Enquanto o Brasil amargava inflação ascendente e estagnação econômica, o arquipélago despontava como a segunda maior potência mundial.
No Brasil, o Plano Collor confiscou a poupança dos brasileiros. E no arquipélago foi criada a Lei de Controle de Imigração e Reconhecimento de Refugiados, que concedia visto de longa permanência aos filhos e netos de japoneses e seus cônjuges.
Os japoneses compravam tanto que as fábricas não conseguiam cobrir a demanda. Faltava mão-de-obra. Em 1990, dois fatores contribuíram para o êxodo em massa rumo ao Japão.
O reflexo da nova lei foi imediato: 14,5 mil brasileiros viviam no Japão, até 1989. Já em 1990, segundo dados do Ministério da Justiça do Japão, o número pulou para 56,4 mil, um incremento de 288%. Era o início do movimento dekassegui.
- Voltar ao topo da página
- Imigração
- Produtos japoneses combatem calor
- Desenhos japoneses à flor da pele
-
Submarino
Netbook HP - Intel Atom 1.6GHz 1GB 160GB Webcam 10" XP Home
R$ 1.499,00 em 12X de R$ 124,92 sem juros Submarino
Samsung J700 Charcoal Gray GSM Câm 1.3MP MP3 Rádio FM Bluetooth 512MB
R$ 299,00 Submarino
Pré-Venda: A Hospedeira, de Stephenie Meyer
R$ 39,90 Submarino
Navegador GPS Tela 3,5" iGO Tele Atlas MP3 / MP4 Tracker Multilaser
R$ 499,00 em 10X de R$ 49,90 sem juros Submarino
Câmera Digital G2 8MP 4x Zoom Óptico e Bateria - GE + Cartão SD2GB
De: R$ 499,00 Por: R$ 399,00 em 10X de R$ 39,90 sem juros
Copyright Editora JBC. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Editora JBC.Editora JBC | Mangás JBC | Livros JBC | Henshin! | WCS - Brasil | Restaurantes Japoneses | Gambare!
05.11.09 01:59
05.11.09 12:59










Minha Vida Como Gueixa
Budismo No Dia-a-Dia
Receitas Caseiras da Culinária Japonesa
Aprenda a Fazer Origami: Passo a Passo
Japop - O Poder da Cultura Pop Japonesa