Rodízio japonês conquista fregueses
Esquema "sirva-se a vontade" ganha a preferência do público que freqüenta os restaurantes japoneses
02.10.2008
A tentadora possibilidade de comer tantas opções de comida japonesa em uma única refeição
A proposta é tentadora: comer sushis, sashimis, enrolados e pratos quentes (como yakissoba, tempurá, missoshiru, yakitori, shimeji e gyoza) à vontade – e o que é melhor: a um preço bastante acessível. Esse é o conceito do rodízio (ou festival), serviço adotado por grande parte dos restaurantes japoneses atualmente e que agradou em cheio aos brasileiros, sempre em busca da melhor relação custo-benefício, inclusive à mesa.
Claro que o sistema não é novidade por aqui – já existe, há um bom tempo, nas churrascarias e pizzarias – mas, chama a atenção por ser aplicado a uma culinária tão peculiar como a nipônica. Afinal, no caso das carnes e massas, o prato nobre é um só (com suas devidas variações), enquanto no rodízio japonês o sushi não é a única “estrela”. Nele, todos os demais componentes são importantes.
O primeiro festival servido no país saiu do sushi bar do Flat Residence, nos Jardins, bairro chique de São Paulo, na década de 90. Oferecia sushis ilimitados, acompanhados de missoshiru ou alguma outra iguaria nipônica, e veio atender a uma demanda cada vez maior: a de não-nikkeis interessados em apreciar a cozinha do Oriente sem pagar muito. A novidade deu tão certo que logo se espalhou por uma série de casas, a maioria fora do tradicional circuito da Liberdade, e ajudou a popularizar os sushis em grande escala.
Eduardo Nagai, dono do Aoyama (um dos pioneiros na implantação do rodízio completo em São Paulo), confirma a tendência, “Desde que adotamos o sistema, em 1998, nosso movimento triplicou. Quase 100% do faturamento vem daí. O festival tirou o mito de que a comida japonesa é cara”, avalia.
Com muitos pontos a favor (somados ao fato de combinar tão bem com o clima descontraído dos brasileiros), dificilmente o rodízio deixaria de ser um projeto bem-sucedido. Mas será que ele veio mesmo para ficar? Quem entende do assunto acredita que sim. “Trabalhando com qualidade e preços bons, o festival fará sucesso para sempre”, aposta Keiko Ogawa, proprietária dos restaurantes Sushikinka, Osaka e Ogawa. É esperar para ver.
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