Especial Cem Anos de Imigração: Mangá
Extremamente populares no Japão, onde vendem milhões de exemplares semanalmente, os mangás caíram no gosto dos brasileiros
26.06.2008

Fábio Shin, 27 anos, fundador do primeiro grupos de desenhistas de mangá não-nikkeis
Mangá é a história em quadrinho japonês. Os traços mais comuns são os famosos olhos grandes, as pernas compridas e os cabelos espetados.
Os pioneiros foram Akira e Lobo Solitário, mas o grande boom dos quadrinhos começou nos anos 2000. Do início das publicações em português até hoje, esse mercado teve um aumento de aproximadamente 300% em número de títulos nas bancas.
Só a JBC, maior editora de mangás do Brasil, já lançou 40 títulos em português desde 2000. Estima-se que os mangás representem 30% dos títulos de revistas em quadrinhos juvenis nas bancas de todo o Brasil.
Depoimento
“Bom, meu verdadeiro nome é Fábio Pontes Felin. Certo dia, um dono de livraria na Liberdade viu meus desenhos e comentou que eram muito ’shin’ (do kanji de alma, coração), afirmando que eles eram cheios de sentimentos.
Daquele dia em diante, fui batizado de Fábio Shin. A idéia de não descendentes desenharem no estilo japonês não era bem aceita, mas eu e meus amigos conseguimos conquistar o respeito de todos com muito esforço.
Acredito que o Centenário irá fazer as pessoas perceberem que o Japão já faz parte do nosso dia a dia e que só podemos agradecer pela rica contribuição dos imigrantes e seus descendentes.“
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