Entrevistas

Especial 100 anos de imigração: Shodô

Além das características pessoais impressas no shodô - adquiridas pelas mãos do artista - o shodo pode ganhar diferentes nuances, dependendo da concentração da tinta carvão utilizada


Bruno Ishikawa, 23 anos, artista plástico, ganhou medalha de ouro no Concurso Internacional de Shodô realizado pelo jornal Mainichi, em 2003. Atualmente dedica-se ao sumi-ê

Pincel, tinta e papel e duas regras básicas: escrever caracteres japoneses, em apenas uma pincelada, sem retoques. Este é o shodo, caligrafia japonesa elevada à categoria de arte.

Depoimento

“Comecei a ter contato com o shodo desde pequeno. Sempre quando ia ao apartamento de minha tia, que é mestre nessa arte. Às vezes ela me dava algum papel para desenhar, mas não saía nada muito além dos rabiscos normais de criança. Só fui me dedicar com mais seriedade no colegial, época em que comecei a ter aulas de nihongo.

O que mais me agrada, e não apenas no shodo, mas nas artes em geral, é o descobrimento de sensações novas em relação ao trabalho artístico, que se manifestam tanto no processo como na apreciação.”

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