Imigração

Tocha sai de Kobe para Santos

Chama será levada aos principais pontos que remetem à cultura japonesa e depois segue para o Memorial do Imigrante, em São Paulo


O grupo Seiryu, de Osaka, fez belas apresentações de samba e de outros ritmos brasileiros que animaram o público presente

O Festival do Centenário da Emigração, promovido pela Comunidade Brasileira de Kansai (CBK), terminou domingo 27 em Kobe (Hyogo), depois de duas semanas de eventos como palestras, workshops, exibição de filmes da mostra Nipo Cine Brasil e apresentações musicais. Segundo os organizadores, cerca de 30 mil pessoas passaram pelo festival.

A festa do dia 27 teve início com uma missa católica celebrada, entre outros, pelo padre Evaristo Higa, da comunidade católica de Hamamatsu (Shizuoka). Aconteceram ainda discursos de autoridades, apresentações musicais, desfile das 20 finalistas do concurso Miss Brasil-Japão e, no final, muito samba com os grupos Alegria Independente, de Hamamatsu, e Seiryu, de Osaka.

Participaram da cerimônia de encerramento o deputado federal Fábio Hidekazu Takayama, que liderou a Comitiva Parlamentar Brasil-Japão; o deputado estadual Luiz Nishimori, líder da delegação do Paraná; o prefeito de Maringá (PR), Sílvio Magalhães Barros II, representando a comitiva da região; o ministro-conselheiro João Batista Lanari Bo, da Embaixada do Brasil em Tokyo; Geraldo Affonso Muzzi, cônsul-geral em Nagoya (Aichi); Toshizo Ido, governador da província de Hyogo e Shinichi Omori, diretor-geral do departamento de Turismo, Cultura e Relações Internacionais da prefeitura de Kobe, representando o prefeito Tatsuo Yada que não pôde comparecer.

Tocha centenária

“Há 20 anos o fluxo se inverteu e hoje temos 325 mil brasileiros no Japão. A parceria entre os dois países é mais que estratégica, econômica, comercial ou cultural. É a parceria familiar, é o retorno ao ponto de partida.” Geraldo Affonso Muzzi, cônsul-geral em NagoyaA Tocha da Amizade, que representa os imigrantes japoneses, foi acesa segunda-feira 28 em uma cerimônia realizada no antigo Centro de Emigração de Kobe. A chama, que foi armazenada em um globo, partiu de navio com destino a Santos e vai percorrer o mesmo trajeto feito pelos japoneses há cem anos atrás no navio Kasato Maru.

Já na cidade brasileira, a tocha será levada aos principais pontos que remetem à cultura japonesa e instalada no paço municipal. Depois, ela segue para o Memorial do Imigrante, em São Paulo, o local onde os imigrantes eram recebidos, e no dia 21 de junho vai ao sambódromo, na zona norte da cidade, durante o ápice das comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.

A tocha foi acesa pelo vice-diretor da Associação Nipo-Brasileira, Tatsuji Uejima. “Essa chama representa o sonho dos imigrantes que buscaram uma nova terra e certamente os seus descendentes vão recebê-la calorosamente quando chegar no Brasil”, disse. Assim como a tocha olímpica, o fogo foi gerado na concavidade de um espelho parabólico que concentra os raios da luz do sol.

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