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Sabrina Sato mitológica

O fotógrafo Well Calandria cria um universo onírico para mostrar a estrela Sabrina Sato representando os mitos japoneses

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Uma viagem ao fantástico mundo da mitologia japonesa, passando por cenários, cores e traços de um passado que ainda hoje está vivo em seus descendentes. Misturar o tradicional e o moderno. São essas as propostas da exposição fotográfica “Jardins de Sato”, que traz imagens da musa nikkei Sabrina Sato, produzidas por Yan Marques, através da lente onírica de Well Calandria.

O projeto surgiu de um insight do fotógrafo: “A mostra é baseada nos mitos do Japão que estudei. Foram eles que deram origem a um imaginário, aos ícones da cultura japonesa”, relata. Entre eles, está a gueixa. A mulher bela e enigmática com toques ocidentais caiu perfeitamente no perfil de Sabrina. “Ela é a expressão da mistura que o povo japonês teve com os brasileiros”, diz.

As fotos foram feitas sob um fundo verde, que posteriormente foi trocado no computador. No lugar, Calandria buscou mesclar elementos naturais, como água e árvores. Isso porque, ao estudar a cultura nipônica, o fotógrafo percebeu o respeito e cuidado que os japoneses têm com a natureza. As florestas foram montadas com imagens de diversos jardins. A produção também buscou o hiperrealismo, ou seja, ela segue um estilo que busca uma riqueza de detalhes, que faz a foto ficar parecida com o real, ou mais que isso, uma perfeição que não pode ser real. “Algumas fotos são mais conceituais, outras mais visuais”, explica.

Como grande parte das comemorações do Centenário, “Jardins de Sato” também tenta mostrar um pouco mais da história do Japão no Brasil. Objetivo que o fotógrafo acredita ter cumprido. “O legal de fazer a exposição é que o público se sente impelido a ir buscar mais informação sobre esses assuntos e assim conhecer mais a história do Japão”, acredita.

O ensaio contou também com o toque de Paulo Guerra na maquiagem e cabelos.

O Tsuru

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A produção foi inspirada no “tsuru” ou, em português, grou (uma espécie de garça). A ave é uma das mais populares figuras feitas em origami e representa a longevidade. O símbolo tradicional ganhou traços modernos na produção feita por Calandria.

A Gueixa

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A mulher é uma figura misteriosa na cultura japonesa. A gueixa é o maior exemplo. O fotógrafo tentou reproduzir uma dessas figuras enigmáticas com uma roupagem mais moderna. Na mostra também é possível ver fotos em que Sabrina está com a maquiagem tradicional.

O Moderno

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Não apenas os mitos, mas os símbolos da atual modernidade vista nas ruas do Japão também estão representados. Sabrina veste sobreposições, muito usadas pelos jovens, que misturam estilos para montar seu visual. O dourado é uma cor marcante. “A modernidade da roupa contrasta com o fundo misterioso, que lembra uma época mais antiga, exatamente como o Japão de hoje”, diz Calandria.

Jardins de Sato
Onde: Conjunto Nacional (av. Paulista, 2073 - São Paulo)
Quando: 14 a 31 de maio
Quanto: entrada gratuita

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