Receita de sumotori
Um ex-lutador de sumô brasileiro faz sucesso com a receita que aprendeu na época em que praticava o esporte no Japão
25.03.2008

O ex-lutador de sumô Fernando Kuroda e seu chanko nabe
Um pequeno restaurante na Liberdade tem como principal atrativo da casa o chanko nabe, prato japonês famoso por ser servido aos lutadores de sumô. Por trás do balcão se esconde a história de um dos únicos brasileiros que conseguiu fazer parte da elite da modalidade.
Fernando Yoshinobu Kuroda, 31 anos, era Waka-Azuma, ou “jovem que vem do leste”. Ele tinha 27 anos quando decidiu parar de lutar e sabia que ainda tinha tempo de montar algo próprio, de recomeçar. O proprietário do Restaurante Bueno voltou para o Brasil, de onde tinha saído com apenas 15 anos. Segundo ele, a sua experiência como sumotori lhe rendeu várias lições, principalmente em relação a disciplina, característica marcante dos japoneses.
Mas para os clientes dele, Kuroda trouxe algo muito mais especial: a receita do Chanko Nabe. E que ninguém duvide que esta é igual àquela que os lutadores de lá comem todos os dias depois do treino. O prato ainda não é muito conhecido no Brasil. O dono do Bueno fala que “99% dos clientes são japoneses que vêm trabalhar aqui”. Mas com a divulgação na mídia, este quadro começa a mudar. Os brasileiros estão se arriscando a experimentar a novidade e, para a sorte do dono, eles voltam. Não é por menos. Além do preço acessível (o mais barato é 15 reais), é diferente da comida nipônica conhecida por aqui. “Todo dia entra gente perguntando se tem sushi e sashimi, eu já falo para dar meia voltado”, diz rindo.
Os mitos do Chanko Nabe
Fernando Kuroda esclarece algumas impressões sobre o prato japonês:
- Não é calórico
“Não é uma comida pesada. Pelo contrário, é balanceado, tem carne, verdura e legumes. O que diferencia é que os sumotoris comem em grande quantidade e com muito arroz”
- Tem sabores diversos
“Aqui a gente serve vários sabores de Chanko: shiyo (sal), kimchi (acelga picante, prato originalmente coreano, mas popular no Japão), missô (pasta de soja). O que mais sai é um que vai picanha grelhada”
Serviço:
Restaurante Bueno
R. Galvão Bueno, 458 - Liberdade
São Paulo/SP
(11) 3203-2215
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