Tecnologia

Cofrinhos high-tech no Japão

Os tradicionais porquinhos de porcelana viraram coisa do passado: a onda agora é juntar dinheiro e se divertir ao mesmo tempo


O cofrinho Chokin Bakudan tem o formato de uma bomba que explode depois de três dias se nenhum depósito for feito

JINSEI GINKO
O visor mostra a figura do usuário em um quartinho apertado. Conforme ele vai poupando, a tela muda, podendo chegar a uma mansão com jantares requintados se souber depositar as moedas de forma correta. Na tela, há ainda um contador de felicidade, indicado por pequenos corações.
Preço: 4,9 mil ienes

A grande maioria dos brasileiros vai ao Japão para juntar dinheiro, certo? Então que tal fazer isso poupando moedas de uma forma divertida usando cofrinhos que oferecem vários recursos e passam longe dos tradicionais porquinhos de porcelana comuns no mundo todo? A fabricante japonesa de brinquedos Takara Tomy está lançando no mercado dois modelos de chokinbako (cofrinho), o Chokin Bakudan, que “explode” se o usuário não colocar moedas em um certo período, e o Jinsei Ginko (banco da vida).

O Chokin Bakudan serve para aquelas pessoas que não gostam de economizar. É preciso colocar pelo menos uma moeda por dia para que ele não exploda. Mas antes da tragédia há três níveis de advertência. No primeiro, uma luz vermelha na parte de cima do cofrinho — como se fosse um pavio — pisca continuamente. No dia seguinte, ele vibra e emite um alarme.

Se mesmo assim nenhum depósito for feito, no terceiro dia o cofrinho explode. No projeto inicial, a fabricante criou um cofrinho que atirava moedas para todos os lados, mas ela decidiu fazer apenas uma janela frontal por medida de segurança.

O Jinsei Gingo lembra de leve o Tamagochi, aquele brinquedinho em formato de ovo que virou febre no Japão há cerca de 10 anos.

WATASHI NO ATM BANK
Além de moedas, é possível também depositar cédulas que são puxadas automaticamente -igual nas máquinas de venda automática. O portador deve registrar uma senha e usar um cartão magnético.
Preço: 3,9 mil ienes

Esse cofrinho high-tech tem uma tela que mostra se o usuário está subindo na vida de acordo com a intensidade com a qual deposita as moedas — somente as de 500 ienes servem para que a brincadeira funcione. Antes de começar a juntar moedas, é preciso regular o cofrinho com o valor desejado (até no máximo 100 mil ienes) e o prazo para se chegar ao objetivo (tempo no mínimo de um mês).

A fabricante Daiwa também tem um cofrinho diferente, chamado Watashi no ATM Bank (ou Meu Caixa Eletrônico de Banco). Esse modelo aceita inclusive cédulas e, como o próprio nome sugere, funciona como um caixa. Por exemplo, para retirar dinheiro, é preciso ter o cartão magnético com a senha pré-registrada. Em um visor, dá para checar o saldo, calendário e regular o valor que deseja guardar.

Especialistas em economia doméstica dizem que habituar as crianças com cofrinhos é uma boa forma de despertar nelas a consciência de poupar, principalmente se depois de cheio o dinheiro for utilizado para algo que as façam felizes. Com a proximidade do Natal, os chokinbako podem até ser uma opção de presente.

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