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Japoneses são destaque do prêmio Ig Nobel

Um total de 22 pesquisadores do Japão já receberam o polêmico prêmio que destaca as descobertas científicas mundiais mais estranhas do ano. Na edição de 2007, uma japonesa ganhou com a baunilha de esterco


O bichinho virtual tamagotchi levou o Ig Nobel em 2003

Pesquisa para desvendar os mistérios do chulé, catalogação de odores de sapos estressados e técnica para extrair baunilha de esterco. Todos esses questionáveis avanços científicos tiveram a honra de ganhar um Ig Nobel, prêmio dedicado ao lado mais bizarro da ciência. E mais, todos tiveram autoria de japoneses.

O Ig Nobel premiou 22 japoneses nesses últimos 17 anos de história. A última delas foi em outubro deste ano, concedida à pesquisadora Mayu Yamamoto, 26 anos, do Centro de Medicina Internacional do Japão. Ela descobriu uma técnica para extrair o odor e o sabor de baunilha à partir do estrume de vaca.

“À primeira vista, achei que era algum tipo de piada, mas vim à cerimônia de premiação com a esperança de que minha pesquisa torne-se mais conhecida”, discursou Mayu, após receber seu prêmio no evento realizado na Universidade de Harvard, nos EUA.

O bowlingual, um tradutor de latidos de cães, ganhou Ig Nobel em 2002

Se depender da sorveteria Toscanini, sim. A fabricante de sorvetes, uma das mais chiques de Cambridge, Massachusetts, criou um sabor em homenagem a Yamamoto, batizado de “Yum-a-Moto Vanilla Twist”. A nova sobremesa foi servida durante a cerimônia de premiação.

Mas Mayu argumentou que as empresas podem fazer uso mais proveitoso do esterco, o que diminuiria o impacto do aquecimento global.

De fato, um dos lemas do Ig Nobel é premiar pesquisas “que primeiro fazem as pessoas rirem, e depois as fazem pensar”. Lógico que algumas fogem dessa regra, como o invento que captura ladrões de banco jogando uma rede sobre eles, ganhador do Ig Nobel de Economia deste ano.

O prêmio Ig Nobel foi criado em 1991, como uma sátira do prêmio Nobel, sendo inclusive entregue algumas semanas antes do original. Ele foi criado pela revista americana Annals of Improbable Research (Anais da Pesquisa Improvável).

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