Associação de Hiroshima mantém tradição Kagura
Nas encenações está implícita a história do Japão, expressando principalmente a aspiração à prosperidade e harmonia da família e da humanidade
25.06.2007
A apresentação lendária do Kagura, dança típica da região de Hiroshima, foi uma das atrações do 3º Bunka Matsuri, realizando na Sociedade Brasileira de Cultura e Assistência Social (Bunkyo). A peça intitulada “Hashiman”, especialmente ensaiada pelo grupo para a ocasião, responde pelo Centro Cultural Hiroshima, em São Paulo, e, por onde passa, vem fazendo muito sucesso.
A diretoria do kenjinkai, representada pelo presidente Hiromu Ohnishi, vice-presidente Hiroshi Ochikubo e pela secretária Sumie Date, revela que a atração foi muito bem recebida pelo público e que a expectativa é que outras oportunidades como essa sejam criadas para difundir ainda mais a cultura do Kagura. “Eu adorei a apresentação, muito diferente e interessante mesmo”, disse Karen T. Oliveira, uma das mais entusiasmadas com a dança.

Serpentes são feitas de papel de arroz, o washi
Kagura é um ritual de origem xintoísta que data desde tempos antigos, diretamente da província de Shimane, no início do século XI. Na forma popular, Kagura significa qualquer representação que é parte do festival anual de um santuário Xintô local. Alguns estudiosos dizem que Kagura é essencialmente a invocação de deuses seguida pela representação de música ou dança ou ambas, servindo o evento todo como oração para a prolongação ou revitalização da vida do homem, pois traz ao palco atores e músicos, representando deuses, diabo, heróis, briga de espadas e outras manifestações artísticas.
As máscaras dos personagens, as cabeças e os corpos das serpentes foram confeccionados em washi, papel japonês, produzido com fibra vegetal, leve e resistente, muito valioso nos dias de hoje. Para a apresentação no Bunka Matsuri, a equipe técnica caprichou e valorizou bastante a ornamentação das roupas, sempre alegres e coloridas, entremeados de fios dourados e prateados, um dos destaque do Kagura de Hiroshima, existente no Brasil há 35 anos.
Reportagem: Gerson Shiroma
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