EUA reafirmam compromisso de defender o Japão
Condoleezza afirma que Coréia do Norte se isola cada vez mais
19.10.2006
A secretária americana de Estado, Condoleezza Rice, assegurou nesta quinta-feira ao Japão que os EUA estão prontos para usar “todo o alcance” de seu poderio militar para defender o país.
Os EUA estão preocupados que Japão, Coréia do Sul ou talvez Taiwan possam querer desenvolver seu próprio programa de armas nucleares para conter uma ameaça da Coréia do Norte, que testou uma bomba atômica no dia 9. Qualquer passo nesse sentido poderia enfurecer a China, que já tem armas nucleares, e aumentar as tensões na Ásia.
“Por isso é extremamente importante reafirmar, e reafirmar firmemente, o compromisso dos EUA de defenderem o Japão e a Coréia do Sul”, disse Condoleezza a jornalistas em Tóquio. Referindo-se a uma corrida armamentista, ela declarou: “Temos vários meios de impedir que isso aconteça.”
As palavras de Condoleezza são uma lembrança aos aliados dos EUA de que Washington não quer uma corrida armamentista e uma advertência à Coréia do Norte de que poderá enfrentar o arsenal nuclear americano se usar uma arma atômica contra um vizinho. No entanto, os EUA reiteradamente disseram que não pretendem atacar a Coréia do Norte ou depor seu regime comunista.
A visita da secretária americana à região também busca reformar a pressão sobre a Coréia do Sul e especialmente a China a cumprir as sanções econômicas aprovadas no sábado contra a Coréia do Norte pelo Conselho de Segurança da ONU. A China, apesar de ter aprovado a resolução, rejeita interditar e inspecionar navios cargueiros que chegam à Coréia do Norte ou partem do país. Condoleezza quer convencer Seul a encerrar projetos - entre eles o complexo industrial Kaesong e o resort Mount Kumgang - considerados grandes fontes de dinheiro para o governo do ditador Kim Jong-il.
Com relação às especulações de que a Coréia do Norte poderia estar se preparando para testar outra bomba, Condoleezza disse que os EUA estão preocupados sobre novas ações dos norte-coreano mas elas somente “aprofundarão seu isolamento, que agora já está mais profundo”.
Pyongyang parece não se perturbar com as pressões. O líder norte-coreano fez sua primeira aparição pública desde o teste nuclear na noite de terça-feira, durante um espetáculo com danças para marcar o 80º aniversário da fundação da União Abaixo o Imperialismo, precursora do governista Partido dos Trabalhadores Comunistas.
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