Ginza, o bairro que é um luxo!
Bairro vem sendo desbancado por Omotesando, destaque da Made in Japan 107
11.08.2006

As principais grifes mundiais, como Chanel, Louis Vuitton, Rolex, Dior e Salvatore Ferragamo, mantêm lojas em Ginza. Acima, a loja de departamentos Matsuya Ginza.
O Le Café Doutor mudou de nome para ficar mais chiquePara constatar esse requinte, basta caminhar pelas ruas Harumi, Namiki e Chuo. Nos cruzamentos, homens e mulheres elegantes aguardam o semáforo quase sempre com sacolas nas mãos. Como os preços no bairro são estratosféricos, eles não portam dezenas de sacolas de compras.
As pequenas embalagens que carregam, porém, contêm artigos de grife que podem custar 100 mil ienes (800 dólares) ou mais. Pode ser um Rolex, para o executivo impressionar no trabalho, sapatos Gucci, para a jovem senhora ir ao cinema, ou uma bolsinha Louis Vuitton, uma febre entre as colegiais nipônicas. A Louis Vuitton, por sinal, é uma grife que já virou sinônimo de consumo entre os japoneses. Acostumada a receber hordas de turistas ja-ponesas e ter seus estoques esgotados em Paris, na França, a marca abriu uma loja em Tokyo. Foi um sucesso. Depois inaugurou outra, na loja de departamentos Matsuya, também em Ginza.
A vendagem da grife foi tão grande que montou outro estabelecimento, na rua Omotesando, no bairro de Harajuku, em setembro de 2002. Na véspera da inauguração, centenas de japoneses fizeram filas nos quarteirões. No total, já existem 11 lojas da marca no Japão.
Claro que muita gente só vai ao bairro para passear – como as garotas que desceram da estação de Hibiya – e passar horas observando as vitrines. E isso é o que não falta em Ginza, que reúne cerca de 10 mil estabelecimentos comerciais. A maior concentração de grifes fica nas ruas Namiki ou Ginza 5-Chome. Lá estão Fendi, Salvatore Ferragamo, Cartier e outras marcas famosas. Nas ruas de Ginza, é fácil que pequenas fortunas sejam torradas em apenas 5 minutos: basta adquirir um colar da Bulgari de 3,15 milhões de ienes (25,2 mil dólares) e passar no caixa. Praticamente o mesmo tempo para escolher um relógio na Rolex e desembolsar 9 milhões de ienes (72,8 mil dólares). As roupas Dior, Gucci e Chanel muitas vezes nem têm o preço na vitrine, de tão altos. Mas é comum ver as japonesas saírem dessas lojas de sacola na mão.
O luxo dos itens comercializados faz com que os funcionários desses estabelecimentos – em sua maioria mulheres – tenham o máximo de cuidado para manusear produtos tão caros. Alguns chegam até a usar luvas para tocá-los. O impressionante é que isso não ocorre somente com objetos mais delicados, como jóias e relógios. Na Dior, por exemplo, as vendedoras usam luvas brancas para pegar as bolsas, a fim de não correrem o risco de danificar um produto que pode custar 200 mil ienes (1,6 mil dólares).
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