Kazufumi Miyazawa
Leia uma entrevista com o cantor japonês faz sucesso na novela Metamorphoses
06.05.2004

Made in Japan - Nos últimos trabalhos, sua intenção é levar novos ritmos à música japonesa e ao público oriental?
Kazufumi Miyazawa - Todos esse anos, eu fiz música considerando ou esperando que elas fossem aceitas pelas pessoas fora do Japão. Eu já fiz shows na Europa e no Brasil. Aqui, até mesmo tentei cantar a maioria das músicas em português, mas foi sempre Shima Uta que mais prendia a atenção e capturava o coração da audiência. Hoje, faço música com minhas próprias raízes orientais, assim como elas são, sem dar muita atenção para como será recebida pelas pessoas nos outros países.
MJ - Você gosta de música brasileira e usa esse tipo de influência em seu trabalho?
Miyazawa - Eu amo bossa nova, samba e outras músicas brasileiras, mas eu não pretendo fazê-las como elas são, pois eu não sinto uma necessidade de tocá-las.
MJ - Qual sua relação com o país, público e com a cultura brasileira?
Miyazawa - O que me atrai no Brasil é que o Brasil é um país impossível de ser definido em uma palavra. Muitas culturas de pessoas que vieram de diferentes lugares estão misturadas, e é por isso que eu sinto que há, para mim, uma possibilidade não aparente de desejar confrontar isso tudo com minha cultura, a música japonesa. Outra coisa é que a importância da música em suas vidas cotidianas é muito grande. Isso é muito atraente.
MJ - Na Copa do Mundo de 2002, a música Shima Uta, sucesso do The Boom, ficou entre as 10 primeiras na parada de sucesso da Oricon (ranking elaborado pelas gravadoras japonesas). Além disso, o hit foi regravado pelo cantor argentino Alberto Casero e virou tema da seleção Argentina de futebol na Copa. O que você achou de tudo isso?
Miyazawa - O fato de que uma música cantada em japonês ser muito bem aceita em um país de língua espanhola, como a Argentina, foi realmente surpreendente e gratificante.
MJ - Você gosta do j-pop atual?
Miyazawa - Atualmente, CDs são produzidos com alta qualidade de som, quase iguais aos do Estados Unidos e Reino Unido. Não só músicos, mas também as técnicas de gravação de som evoluiram. No entanto, eu sinto que aquilo que eles querem expressar através da música está ficando cada vez mais fraco.
MJ- Quais os próximos projetos para sua carreira solo?
Miyazawa - Quero continuar expressando a situação das pessoas em Tokyo no caos moderno através da música, respeitando as tradições japonesas.
Leia mais sobre as músicas em japonês da novela Metamorphoses na revista Made in Japan 80.
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